Quem somos

“Por isso, nosso lugar é o mesmo de sempre. Dele nunca saímos. E nem pretendemos. Nosso lugar é junto aos estudantes, junto às ruas, junto às greves, no meio das ocupações, na luta nossa de cada dia. Metendo o dedo em cada ferida, apontando de novo cada injustiça. Por isso avisamos aos navegantes desavisados: o sonho não acabou. Aos que desfraldaram as bandeiras e trocaram a camiseta surrada por gravata listrada, relatório e fala empolada: boa viagem. O nosso caminho é outro. O de sempre.”

Somos estudantes de Universidades públicas e privadas, engajados em transformar esse meio que, no momento, passamos a maior parte do nosso tempo. Através da ação direta no Movimento Estudantil, contribuímos para acumular na transformação do nosso mundo.

Participamos de Centros e Diretórios Acadêmicos, de DCE´s ou de Executiva de cursos. Também nos engajamos em grupos de extensão, PET’s, grupos de iniciação científica (PIBIC’s) associação de moradores das CEU’s – Casa dos Estudantes Universitários, bem como coletivos de combate ao machismo, homofobia e ao racismo. Todos os momentos, lá estamos, lutando por uma educação pública para todos/as, pelos nossos direitos, por uma outra universidade, mais democrática, popular, mais do povo e menos dos poderosos.

Para nós a Universidade deve ser profundamente democrática permitindo aos estudantes e a comunidade definirem o seu futuro. Precisa ser necessariamente pública para que possa servir aos interesses de todos/as e não apenas do grande poder econômico.

Além disso, acreditamos ser necessário que a universidade atenda as demandas da grande maioria da população, além de ser uma peça estratégica que deve estar em consonância com um projeto mais justo e igualitário de desenvolvimento para o Brasil.

Lutamos pela universalização do acesso ao ensino superior público e gratuito porque acreditamos ser um direito inalienável de qualquer pessoa o acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade ao longo de sua história.

Lutamos na Universidade privada por mais regulamentação, pois enquanto não conquistamos a educação pública para todos/as, estamos lá avançando nas conquistas, ponto a ponto, pela garantia de melhor qualidade de ensino contra os abusos dos grandes tubarões do ensino. Lutamos nisso também porque sabemos que enquanto não reduzirmos o poder da educação privada nesse país, será difícil conquistarmos a implementação de  políticas universalizantes na educação.

Fizemos muita mobilização contra o projeto neoliberal implementado por Collor e FHC. Muitas greves, trancamentos de rodovias, ocupações de reitorias. Tudo contra a idéia de repassar a responsabilidade do acesso à educação para cada um e cada uma, contra a redução de verbas para a educação pública, contra o sucateamento das universidades e a abertura indiscriminada de universidades pagas, pela assistência estudantil nas universidades, etc…

Mobilizamos as Universidades pela eleição de Lula em 2002. Acertamos, pois começamos a ajudar a trilhar um caminho para mudar esse país. Jamais tivemos a ilusão que tudo seria mil maravilhas e por isso mesmo, nos mantemos na trincheira das lutas para garantirmos presentes as nossas bandeiras. Acertamos novamente, pois cabe a nós mostrarmos o caminho para os Governos Democráticos e Populares, disputá-lo dia-a-dia.

Lutamos e lutaremos contra muitas medidas que não representavam aquilo que sempre defendemos. O governo Lula conciliou muitas vezes com a hegemonia neoliberal construída por FHC, mas seguimos confiantes que a posição mais acertada era não arredar o pé da luta para tencionar esse governo a aprofundar as mudanças e abandonar a pauta conservadora e privatista! Era continuar defendendo o que sempre defendemos diferente daqueles que não entendem a diferença de um governo Lula a um governo da direita conservadora desse nosso país.

Mobilizamos novamente em 2006 onde essa diferença ficou nítida! Fomos protagonistas da polarização programática nas ruas a favor de um país com mais distribuição de renda e educação pública!

Em 2010 novamente entendemos que o Brasil precisava continuar mudando, que nossa nação precisaria se firmar de vez no caminho do desenvolvimento sustentável com distribuição de renda. Para isto, com a independência pertinente aos movimentos sociais e com a certeza que só a luta institucional não garantirá nosso sonho por uma Universidade Democrática e Popular fomos ás ruas eleger a primeira mulher presidenta do Brasil.

Agora, nosso grande desafio é radicalizar nas mobilizações para que o governo Dilma democratize as universidades, amplie radicalmente o acesso ao ensino público e resolva o problema do financiamento da educação superior. Poderia começar apoiando e colocando peso para aprovação de um investimento mínimo de 10% do PIB para educação pública no PNE – Plano Nacional de Educação; Garantir que 100% dos Royalties e 50% do Fundo Social do Pré Sal sejam destinadas a educação como retomar o debate sobre uma profunda reforma universitária no ensino superior brasileiro.

Somos estudantes que se referenciam no PT, na esquerda do PT e na sua tendência interna, Articulação de Esquerda. Acreditamos ser possível construir um outro mundo. Um mundo onde a máquina de moer gente já não exista. Um mundo socialista!

Lutamos por um Movimento Estudantil diferente. Para nós só ampliaremos as lutas no ME se ele for radicalmente democrático, autônomo, combativo e de lutas.

Disputamos ás posições dentro da UNE porque acreditamos que nossa entidade nacional pode cumprir um papel ainda mais ativo na organização dos estudantes. Somos oposição a atual maioria que dirige a UNE porque acreditamos que sua política não vem atendendo aos novos desafios colocados para o movimento estudantil.

Defendemos uma profunda democratização da UNE para que ela assuma o seu papel histórico de tornar o Movimento Estudantil num forte movimento de massas capaz de transformar a Universidade e o nosso país.

Nesse novo momento que estamos vivendo em nosso país, o Movimento Estudantil e a UNE têm o dever de assumir papel protagonista, pois é preciso aprofundar as mudanças no Brasil.

Cabe à UNE entender esse papel histórico. Mas para isso, será necessário fazer com que a UNE tenha uma relação real com os estudantes brasileiros, com as demais organizações estudantis. Só conseguiremos isso se democratizarmos essa entidade, se fizermos com que ela tenha uma postura autônoma e protagonista frente o governo e que possa retomar a organização de amplos setores dos estudantes brasileiros.

Por isso, gostaríamos de apresentar uma alternativa de direção para a UNE: a “Reconquistar a UNE”!

Pois, acreditamos ser possível mudar o ME, a UNE e o Brasil. Acreditamos ser necessário no centro da própria engrenagem, inventar a contra-mola que resiste e reconquistar a UNE para as lutas e para os estudantes!

A boa luta nos espera, tomaremos conta das universidades brasileiras!

 

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