Estudantes não são “bixos”


26
Ago
2009

 * Bruno Elias

De quem depende que a opressão prossiga?
De nós.
De quem depende que ela acabe?
Também de nós.
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
(Bertold Brecht)  

 

Em tempo de volta às aulas, somos exigidos a refletir sobre uma prática infelizmente ainda presente no ingresso de novos estudantes à universidade: o trote tradicional. Requentada por uma tradição que se arrasta há centenas de anos, a prática do trote é uma violência à cultura democrática da universidade e deve ser combatida de maneira firme pelo movimento estudantil.

 

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O novo ME BAIANO na margem do Velho Chico


25
Ago
2009

Acontecerá em Juazeiro, entre os dias 27 e 30 de agosto o 3º Congresso da União dos Estudantes da Bahia (UEB). O Congresso será realizado na Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) e terá como tema: “Nas margens do São Francisco nasce a beleza e a certeza da Bahia livre”.

 

A militância petista terá papel fundamental na construção deste congresso. É importante a participação intensa e qualificada nos debates que acontecerão em Juazeiro para que, a partir da livre discussão de idéias, a JPT possa interferir diretamente no programa da entidade.

 

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Os limites para o avanço da democracia na UFBA hoje


15
Ago
2009

* Eduardo Ribeiro “Dudu”

 

 

O documento surge em um momento crucial, onde o debate de autonomia volta ao cenário nacional e alcança os limites da falta de regulamentação. No momento em que a universidade brasileira se reestrutura internamente e se planeja estrategicamente, a disputa de projetos reacende os debates.

 

 

A proposta da reitoria, no entanto apresenta elementos que comprometem o avanço da democracia na universidade, da incorporação da população na sua condução e nos impõe a necessidade de disputar esse projeto para os rumos da universidade democrática e popular.

 

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51º ConUNE: Celebração insuficiente


30
Jul
2009

* Bruno Elias

 

Realizado entre os dias 15 e 20 de julho, na cidade de Brasília, o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes elegeu sua nova direção e plataforma política para os próximos dois anos.A participação da Articulação de Esquerda e da tese Reconquistar a UNE durante todo o Congresso reivindicou uma intervenção da UNE e do movimento estudantil que estivesse à altura dos desafios colocados para os movimentos sociais: mobilização em torno de uma plataforma de medidas e reformas estruturais e a luta por uma Universidade democrática e popular, resistência à agenda conservadora que a direita disputa para a educação e para o país e engajamento na dura disputa de projetos preparada para 2010, contribuindo para radicalizar as mudanças em curso.
Retomar o protagonismo da UNE nas lutas estudantis do próximo período exige uma política mais avançada para a entidade, tendo em vista a necessidade de uma profunda democratização de sua estrutura e métodos de direção e a construção enraizada das entidades da rede do movimento. Esta política deve ir além da orientação da maioria dirigida pela UJS na UNE, pautada numa postura defensiva que pouco contribui para superar a crise presente de legitimidade e representatividade da UNE perante sua base social.
Outro desafio diz respeito a necessidade da UNE e do conjunto do movimento estudantil acompanhar as profundas mudanças ocorridas no perfil da juventude, dos estudantes e da educação superior, já que temas envolvendo a relação juventude, mundo do trabalho e educação adquirem maior centralidade nas pautas do movimento estudantil.

Diante de tais tarefas, foi insuficiente a resposta dada pelo 51º Congresso da UNE. A extensão do Congresso a quase totalidade das instituições de ensino reforça a referência da UNE perante amplos setores do movimento, mas não supera a relação apenas episódica e congressual com as universidades e as entidades estudantis que ainda é dominante.

Visto pela direção majoritária como um momento de “celebração”, o ConUNE foi retrato fiel dos limites dos fóruns do movimento. Problemas estruturais relevantes, concentração de todos os debates políticos em apenas um dia e o esvaziamento dos Grupos de Discussão reforçam a necessidade do movimento repensar seus fóruns. A UNE deve acompanhar as experiências de organização de outros movimentos sociais, das executivas e federações de curso, de experiências inovadoras de participação e metodologia presentes na I Conferência Nacional da Juventude, entre outros.

A política dos petistas e da Articulação de Esquerda

A Articulação de Esquerda deu conseqüência ao movimento iniciado no Congresso passado, de apresentar uma política que a partir de uma forte intervenção do PT no movimento estudantil se constitua enquanto alternativa política na direção da UNE. Essa tática encontrou eco em apenas parte da juventude do PT: a DS (Democracia Socialista) e o MAIS se abrigaram na chapa dirigida pelo PCdoB; enquanto isso a Articulação de Esquerda, a CNB, O Trabalho, Militância Socialista e Movimento PT construíram uma chapa comum.

Divididos em chapas diferentes, a participação dos petistas na executiva da entidade também foi diminuída: dos atuais seis diretores na gestão que se encerra, para apenas quatro petistas na próxima executiva da entidade. Ademais, a chapa do PT perdeu a condição de segunda chapa mais votada do Congresso para a chapa impulsionada pelo PSOL e pelo PCR.

Na chapa impulsionada pelos petistas (MUDE – Movimento UNE Democrática), a Articulação de Esquerda manteve sua participação na executiva da entidade, mas com presença diminuída na sua diretoria plena.

A agenda política

Temos que contribuir para que a UNE eleve o tom na disputa de projetos que está colocada para o país, o que exige uma postura mais radicalizada e menos contemplativa com relação aos governos, reitorias e tubarões do Ensino. Momentos como a Conferência Nacional de Comunicação e de Educação e o enfrentamento aos efeitos da crise econômica devem merecer atenção imediata dos movimentos de educação

No debate de educação, essa política deve alcançar duas grandes frentes: enfrentamento radical à hegemonia dos interesses privados na educação e incidir por mudanças políticas e pedagógicas mais ousadas para a universidade brasileira. Estas últimas, tanto mais necessárias em um cenário em que o governo aponta uma retomada da expansão do ensino público, mas não toca em questões estratégicas, tais como a democratização do governo das universidades e uma necessária revolução pedagógica nos métodos de transmissão do conhecimento, currículos e estruturas acadêmicas das instituições de ensino.

 

Bruno Elias, 1º Vice Presidente da UNE, gestão 2007/2009 (www.brunoeliasjpt.blogspot.com)

 

Manifesto da Reconquistar a UNE


19
Mai
2009
Entre os dias 15 e 19 de julho, a União Nacional dos Estudantes realizará seu 51º Congresso na cidade de Brasília.  Este Congresso deve ser encarado como uma grande oportunidade para refletirmos sobre a situação do nosso país e do mundo, os desafios do movimento estudantil e a construção de uma Universidade Democrática e Popular.

A “Reconquistar a UNE” é uma tese que se organiza nacionalmente no movimento estudantil e há algum tempo vem construindo a UNE nas universidades e nas ruas, em cada ocupação, mobilização e debate Brasil afora. Disputamos suas posições porque acreditamos que nossa entidade nacional pode cumprir um papel ainda mais ativo na organização dos estudantes. Somos oposição a atual maioria que dirige a UNE porque acreditamos que sua política não vem atendendo aos novos desafios colocados para o movimento estudantil. 

 

Queremos um movimento estudantil diferente. Só ampliaremos as lutas no ME se ele for radicalmente democrático e combativo. A UNE pode dar grande contribuição para as lutas da juventude e dos trabalhadores. Por isso, lutamos por uma UNE mais ousada e menos conciliatória, mais combativa e menos institucionalizada. Uma postura que esteja à altura das possibilidades abertas no Brasil e na América Latina e que dê conseqüência às recentes lutas travadas nas universidades brasileiras.

Reconquistar a UNE para a luta e para as/os estudantes!

Por uma Universidade Democrática e Popular!

 

2010 e os próximos anos

O próximo congresso e gestão da UNE se situarão num ambiente de uma crise profunda e de longa duração do capitalismo. Compreender a crise e enfrentar as classes dominantes, que querem socializar os prejuízos com o povo dependerá da mobilização massiva dos trabalhadores e da juventude.

Neste terreno de crise, a América Latina assume especial importância. A presença de governos de esquerda e progressistas na região amplia a contestação ao imperialismo dos Estados Unidos, melhora as condições de vida das camadas populares e reforça as possibilidades de uma integração latino americana articulada por reformas estruturais e à serviço dos interesses dos trabalhadores.

Pela importância política que tem na América Latina, o Brasil pode cumprir papel fundamental nesse avanço das forças populares. Isso reforça ainda mais a importância política de uma nova vitória do campo democrático e popular nas eleições brasileiras de 2010.

Para dar conta das grandes tarefas que se apresentam, os movimentos sociais têm que estar cada vez mais organizados e mobilizados. Para tanto, temos que colaborar na construção da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), organizando-a nos estados e articulando mobilizações e agendas comuns que vinculem as bandeiras imediatas de cada movimento com a luta mais geral por reformas democráticas e populares.

- Em defesa da integração social, política e cultural da América Latina; criação de Comitês de campanhas internacionalistas nas universidades;

 - Mudança da política econômica conduzida pelo Banco Central: Fora Meireles e diminuição da influência do capital monopolista e estrangeiro sobre a economia nacional;

 - Por uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política;

 - Participação ativa na Conferência Nacional de Comunicação: Fora Hélio Costa e pela democratização dos meios de comunicação;

- Em defesa da Reforma Agrária e Urbana;

- Pela redução da Jornada de Trabalho e discussão sobre a previdência juvenil;

- Por um Plano Nacional de Moradia Juvenil e uma política de mobilidade urbana que garanta o Direito à Cidade, à Cultura e à Educação aos jovens;

- Contra a redução da maioridade penal.

 

Por uma Universidade Democrática e Popular

O foco central de atuação do movimento estudantil é o debate de educação. Em nossa sociedade, os sistemas de ensino foram concebidos para reproduzir a ordem social dominante, seus valores, “visão de mundo” e ideologia. Contudo, a formação da escola e da universidade é um processo contraditório que permite a abertura de brechas em favor da disputa de uma alternativa educacional significativamente diferente.

O movimento estudantil defende a educação como um direito de todos a ser garantido pelo Estado e que a universidade deve ser convertida em um instrumento de transformação social e aumento do poder das classes populares.

 

A Conferência Nacional de Educação e o movimento estudantil

A elaboração do projeto de reforma universitária da UNE durante a atual gestão da entidade foi um gesto político importante do movimento estudantil. Entretanto, mesmo sendo resultado de uma postura menos pautada pela agenda do governo federal para a educação, o projeto ainda deve ser melhor debatido e atualizado pelos fóruns do movimento.

Nesse processo de debates, a realização da Conferência Nacional de Educação é uma oportunidade para o movimento estudantil ampliar a disputa de seu programa na sociedade. Precedida por etapas municipais e estaduais até a etapa nacional (abril de 2010), a conferência tem como objetivos, entre outros, a elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE) para os próximos dez anos e a constituição de um Sistema Nacional de Educação para o país.

Dirigindo governos estaduais conservadores ou organizados em movimentos como “Todos pela Educação” e outros institutos e fundações empresariais, os setores conservadores também constroem a sua agenda para a educação brasileira, num conjunto de medidas que aprofundam a mercantilização da educação. Na educação superior essa agenda se traduz na pressão por cortes dos investimentos públicos, bem como nas propostas de socorro aos tubarões de ensino, nas demissões, atrasos salariais e aumento de mensalidades nas escolas privadas.

As medidas do governo contra a crise e as decisões da Conferência devem ser orientadas em benefício das maiorias, algo que na educação do país passa necessariamente pelo enfrentamento a hegemonia do setor privado e ampliação da educação pública. Mais do que uma “educação para o desenvolvimento”, a UNE deve pautar um programa de reforma da universidade comprometido com a produção de ciência e tecnologia voltada para as necessidades da maioria da população; uma universidade em que o ensino não seja instrumento de reprodução das desigualdades sociais, da passividade política e da dominação econômica, mas ferramenta a serviço dos que trabalham pela construção de uma nova sociedade.

- Não à inclusão da educação como serviço nos acordos da Organização Mundial do Comércio;

- Pela restrição à financeirização e entrada de capital estrangeiro na educação;

- Garantia de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das universidades; Pela indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão;

- Pelo fim das fundações privadas de “apoio”;

- Fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) que retira verbas da educação e saúde para pagar os juros da dívida pública;

- Ampliação para 10% do PIB para a educação e retirada dos vetos de FHC ao Plano Nacional de Educação de 2001;

- Regulamentação do ensino privado e pela redução das mensalidades – aprovação do Projeto de Lei de Mensalidades da UNE;

 - Pelo fim dos cursos pagos e seqüenciais na universidade pública;

- Publicidade dos livros-caixa e das planilhas de custos das IES;

 - Pelo direito de matrícula dos inadimplentes;

 - Não ao ensino à distância como meio de mercantilização do ensino e único meio de formação;

 - Congressos Estatuintes Paritários e garantia da paridade em todos os níveis de representação das instituições (colegiados, conselhos, direções);

 - Eleições Diretas e Paritárias para todos os dirigentes nas Universidades e FIM da Lista Tríplice para a escolha dos mesmos;

- Ampla liberdade de organização estudantil e sindical – garantia de espaço físico para as entidades estudantis;

- Criação de conselhos sociais que reúnam sindicatos, movimentos, outros setores sociais e os segmentos internos das Instituições de Ensino;

- Pela aprovação do Projeto de Lei de Reserva de Vagas nas universidades federais;

- “Ocupar o REUNI”, disputando programas de expansão que garantam assistência estudantil e garantia da qualidade de ensino: laboratórios, bibliotecas, salas de aulas, professores qualificados; Contra as modalidades de formação intermediária;

- Pela autonomia e fortalecimento do caráter público e gratuito das Universidades Estaduais;

- Pelo Fim do vestibular e adoção de modelos não-excludentes de acesso ao ensino superior;

 - R$ 400 milhões para Assistência Estudantil com rubrica própria da União, que garanta o investimento em moradias estudantis; criação, recuperação e ampliação dos restaurantes universitários; criação de creches nas universidades, transporte público gratuito (passe livre), bolsas permanência, atendimento à saúde, etc;

- Financiamento da assistência estudantil nas Universidades pagas através de taxação dos lucros do ensino privado e/ou através de outros meios que não da União. Verba pública somente para educação pública;

- “Revolução Pedagógica” nas universidades: adoção de métodos pedagógicos e de avaliação críticos e participativos; reforma curricular; substituição da estrutura dos departamentos por uma organização acadêmica permeável à participação democrática da comunidade e à interdisciplinaridade;

- Ampliação das bolsas e recursos para Extensão; apoio às experiências de Extensão Popular nas Universidades;

- Ampliação das bolsas PET e de iniciação científica nas universidades.

 

Movimento Estudantil

O Movimento Estudantil (ME) é um movimento social que, a partir da escola ou universidade, organiza a ação coletiva dos estudantes, uma parcela da sociedade que não é uma classe social. É a partir desta vivência que surge a sua organização e intervenção na sociedade.

O ME também possui peculiaridades. Questões como a transitoriedade de seus participantes (no geral, o período de militância coincide com o curto período da graduação) impõem dificuldades de refllexão sobre sua própria práxis, seu “fazer movimento” e a transmissão de sua cultura politica e de organização.

Ademais, além dos impactos do conservadorismo ideológico e do descenso do movimento de massas, acreditamos que a UNE e o ME vivem um momento de profunda dispersão, tencionada por uma crise presente de legitimidade e representatividade perante sua base social.

 

Vamos Ocupar a UNE

A UNE e o conjunto do movimento estudantil não tem conseguido acompanhar as profundas mudanças ocorridas no perfil da juventude, dos estudantes e da educação superior. O ME, embora seja ainda o movimento juvenil mais organizado do país, está longe de ser a única expressão organizada da diversidade da juventude brasileira.

Compreender essas mudanças é fundamental para darmos lastro a uma pauta e agenda política que se identifiquem com a realidade dos estudantes. Se a sociedade mudou, a universidade mudou e os estudantes mudaram, porque o movimento estudantil deveria se organizar da mesma maneira? Recolocar o ME e a UNE a frente de grandes lutas no país exigirá um diagnóstico sério sobre essas e outras questões.

Todas as forças que dirigem a UNE são responsáveis pela sua incapacidade em enfrentar estes problemas, mas a responsabilidade da direção majoritária da UNE é proporcional ao peso que ela possui na direção da entidade.

Não estamos entre aqueles que consideram que a direção majoritária da UNE é o “mal” do movimento estudantil. Contudo, ao ser fiadora de uma cultura política e de organização que imprime à ação das entidades uma orientação defensiva, institucionalizada e distante de sua base social, essa maioria não ajuda a retomarmos o protagonismo da UNE e do movimento estudantil.

Reivindicamos de nossa entidade nacional uma ação mais combativa, orientando a ação do ME nas universidades, com maior presença, capilaridade e força social. Para transformar essa realidade é preciso combinar ações que estejam articuladas em torno da democratização e reorganização da estrutura da entidade, de outros métodos de direção e uma outra política e concepção de movimento estudantil.

Na UNE, contra o divisionismo

Frente a esta situação, setores minoritários do movimento estudantil passaram a defender o rompimento com a UNE e a construção de uma nova entidade. Segundo estes, a UNE ”não falaria em nome dos estudantes” e estaria atrelada ao governo federal.

A divisão dos movimentos sociais, além de não solucionar nenhum dos problemas postos hoje para a nossa luta – como o descenso das mobilizações, a hegemonia das idéias moderadas na base social dos movimentos e o “governismo” de certos setores dirigentes – criam alguns problemas adicionais, tais como o enfraquecimento do poder de enfrentamento dos movimentos sociais, o acirramento das disputas internas em prejuízo das lutas contra nossos verdadeiros inimigos e o descrédito que é semeado com relação às entidades representativas.

Essa postura fortalece ainda mais a atual maioria da UNE, pois diminuiu a crítica às opções por eles adotadas e entrega todo potencial e referência política da entidade para aqueles que a usam para seus interesses particulares.

O movimento estudantil tem que ser um movimento de massas, em que todos os estudantes podem fazer parte, propor e construir.

Por isso é que devemos reivindicar e disputar a UNE na base, em cada passeata, ocupação de reitoria e luta política na sociedade. Fazer isso é mostrar que o lugar dela é na rua, mobilizada e presente nas lutas estudantis. Ter essa postura não é se tornar refém da política moderada da maioria da UNE. Ter esta posição é optar pela disputa de opinião de um conjunto maior de estudantes e entidades que têm referência na União Nacional dos Estudantes.

- Criação Grupos de Trabalho Temáticos com entidades do ME;

- Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) a cada dois anos;

- Democratizar a Política de Comunicação da UNE: Conselho Editorial da UNE; jornal trimestral de circulação nacional; democratização do sítio da UNE com colunas para debates;

- Construção da Escola Nacional de Formação Política Honestino Guimarães.

- Criação do Conselho Fiscal da UNE.

 

 

Mulheres em Movimento para Reconquistar a UNE


18
Mai
2009

Nós mulheres estudantes representamos 57% das matrículas nas universidades e estudamos em média 20% a mais que os homens. Apesar disso a Universidade continua sendo um espaço de reprodução do machismo, dificultando a permanência devido à falta de políticas específicas, reforçando as desigualdades e a segregação por ramo de conhecimento e profissões.

 

Da necessidade de superação dessa realidade, nasceu o EME - Encontro de Mulheres Estudantes da UNE-, que este ano completa sua terceira edição. Um espaço privilegiado de discussão política, formação e auto-organização das lutas das mulheres estudantes.

 

A partir deste instrumento, nós mulheres estudantes temos a possibilidade de construir uma plataforma política de forma unificada e nos organizarmos em torno dela, tanto nas universidades quanto na UNE. Mas apenas isso não basta. É preciso avançar para superarmos as opressões e colocarmos o feminismo como a pauta do dia.

 

Democratização dos espaços decisórios

Precisamos garantir mais inserção e participação das mulheres, principalmente nos espaços de decisão, para tanto é necessário avançarmos na democratização dos espaços decisórios, rechaçando as práticas viciadas, conservadoras e atrasadas que enfraquecem o movimento estudantil. Não podemos aceitar o caminho “natural” para que as estudantes e sua prática política sejam incorporadas pela UNE, é necessário que a plataforma do EME se materialize no dia-a-dia da Universidade e no âmbito do próprio ME.

 

Um espaço de organização das lutas das mulheres estudantes

É necessário que o EME seja mais que um espaço de debate e formação, é fundamental que se transforme também em espaço de organização das pautas e lutas das mulheres estudantes. Precisamos compor uma pauta que incorpore:

 

 

* A legalização do aborto

 

A UNE, junto ao movimento feminista, realizar uma forte campanha pela legalização do aborto dentro das universidades e no âmbito do ME, cujo eixo seja a auto-determinação das mulheres, seu o direito ao corpo e a garantia ao acesso aos direitos sexuais e direitos reprodutivos;

 

 

*A defesa da criação de núcleos de pesquisa e extensão sobre gênero em todas as universidades

 

Incentivar e valorizar a produção acadêmica na área de gênero nas diferentes áreas de pesquisa

 

*A luta pela criação de creches e pela desburocratização das licenças maternidades

 

A maternidade não pode ser vista como um impedimento para a permanência na Universidade. Queremos o direito de sermos mãe e termos condições de concluir nossos cursos.

 

* A luta contra a violência sexista na universidade e no ME

 

A defesa de um maior apoio e segurança a mulheres estudantes, propor a criação de canal para que os assédios praticados por professores, funcionários e colegas sejam denunciados.

 

* Realizar uma campanha de combate a lesbofobia

 

A livre orientação sexual deve ser um principio de nossa atuação nas universidades e no ME.

 

* Retomada do debate feminista na universidade e no ME

 

É fundamental retomar a concepção acerca da natureza da opressão das mulheres, demarcando com a visão liberal sobre os direitos, centrado nos direitos individuais, que não reivindica a necessidade de uma mudança estrutural da sociedade.

 

 

* Fortalecer a pauta feminista na organização e construção do ME

 

E o fortalecimento das nossas pautas passa pela ampliação da organização e construção do EME, envolvendo todas as executivas de curso e coletivo de mulheres, além da criação de um Grupo de Trabalho permanente na diretoria de mulheres da UNE para que seja possível de forma mais ampla e articulada construir as ações da diretoria. Isto tudo como um importante passo para a incorporação da pauta das mulheres pelo conjunto do ME.

 

Os desafios são muitos. Mas a força e a luta das mulheres é mais forte. Por isso, Mulheres Em Movimento Para Reconquistar A UNE Para A Luta E Para As Estudantes!

Pré Tese ao CONEB - RECONQUISTAR A UNE


23
Nov
2008

Após 30 anos de seu Congresso de Reconstrução, em 1979, a União Nacional dos Estudantes terá um novo encontro na cidade de Salvador. Estudantes de todo o Brasil estarão presentes, entre os dias 17 e 20 de janeiro de 2009, no 12º CONEB – Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE, que reunirá centros acadêmicos de universidades públicas e privadas do país.

O CONEB é, certamente, um dos fóruns mais importantes do movimento estudantil brasileiro. É o espaço privilegiado para a UNE se fazer presente na base do movimento, em sala de aula, impulsionando suas campanhas e lutas nas universidades. Um momento indispensável para fortalecer a rede do movimento estudantil, incorporando as pautas e a realidade das entidades de base às lutas mais gerais da UNE.

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CONEB na área! Janeiro, em Salvador.


23
Nov
2008

Os participantes do fórum debaterão, entre outros temas, o projeto de Reforma Universitária da UNE

 

A cidade de Salvador será o ponto de encontro de jovens de todo o Brasil que definirão os rumos do movimento estudantil para 2009. Isso porque acontece entre os dias 17 a 20 de janeiro o 12º Conselho Nacional de Entidades de Base, o Coneb, um dos principais fóruns de deliberação da entidade que reúne representantes de Centros e Diretórios Acadêmicos para debater, principalmente questões ligadas à educação e articulação e mobilização estudantil.

 

Esta edição do Coneb terá uma novidade: durantes os três dias de debates, plenárias e deliberações, os participantes terão também a oportunidade de discutir ponto a ponto o Anteprojeto de Reforma Univesitária da UNE.

 

Para participar como delegado, estudantes com direito a voto na plenária final, é preciso ser indicado como representante de sua entidade, preencher a ata de eleição e enviar os documentos solicitados no regulamento do Coneb.

 

O credenciamento será realizado dia 13 de dezembro em postos da UNE alocados em cada estado. Lembrando que delegados e suplentes pagam uma taxa de R$ 40,00. Para quem vai até Salvador como observador o valor da inscrição é de R$ 60,00. Em ambos os casos, o pagamento da inscrição assegura direito ao alojamento e a alimentação.

 

O Coneb reúne intelectuais e personalidades políticas debaterão junto com os estudantes temas como: reforma política; a integração da América Latina; políticas públicas para a juventude; preservação da Amazônia; papel dos movimentos sociais; democratização dos meios de Comunicação; reforma universitária e os rumos do trabalho cultural da UNE.

 

Baixe aqui a Cartilha de CA’s e o cartaz do 12º Coneb.

Da Redação (www.une.org.br)

 

 

Protesto em Santa Maria (RS) contra aumento da passagem


23
Nov
2008

Há dias os estudantes de Santa Maria (RS) tem impulsionado mobilizações contra a proposta de aumento das passagens de ônibus de R$1,80 pra R$2,00.

 

Na última quinta-feira, o aumento foi aprovado em votação do Conselho Municipal de Transportes (onde o conselheiro do DCE da UFSM pediu vistas do aumento) por 1 voto, mas como o aumento ainda tem de ser sancionado pelo prefeito, os movimentos sociais se mobilizaram e garantiram o veto do prefeito em fim de mandato Valdeci (PT).

 

Segundo o DCE da UFSM, as mobilizações contra o aumento da passagem e por mudanças estruturais no sistema de transporte coletivo de Santa Maria não vão parar.

 

Em articulação com a Coordenação dos Movimentos Sociais, o movimento estudantil seguirá combatendo os empresários do transporte e pressionando o próximo prefeito (Cézar Schirmer - PMDB) a não tomar nenhuma medida que prejudique toda a população em benefício de uma minoria.

 

Abaixo, algumas imagens das manifestações da última semana:

 

http://www.youtube.com/watch?v=hBT9gkjPcEg

Chapa Declare Guerra vence as eleições do Diretório Central dos Estudantes da UFBA


19
Nov
2008

 

 

O Diretório Central dos Estudantes (DCE UFBA), encerrou seu processo eleitoral. Com mais de 6000 votantes, segue o resultado das eleições realizadas entre os dias 5 e 6 de novembro:

 

Chapa 1 – UJS, Flores de Maio, Unidade na Luta, Kizomba, PSB e indep. – 2172 votos

Chapa 2 – Juventude Revolução e indep. – 910 votos

Chapa 3 – AE/Reconquistar, e Esquerda Dem. Popular (PT) e indep. – 2515 votos

Chapa 4 – PSTU e indep. - 443

Brancos – 41 votos

Nulos – 192 votos 

 

Saudações às/aos companheiras/os da chapa vitoriosa “Declare Guerra a quem finge te amar”, que reivindicaram nestas eleições um movimento estudantil de luta, democrático e de massas e os avanços importantes de uma gestão que reconstruiu a existência do DCE da UFBA na universidade e na sociedade baiana.

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