Reconquistar a UEE/MG – Para a Luta e para os/as Estudantes!


16
Jun
2009

Viçosa será sede do 41º Congresso da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais - UEE/MG, que acontecerá entre os dias vinte e seis e vinte oito de junho e onde representantes de universidades de todo o estado estarão presentes. O Congresso é a instância máxima de deliberação da entidade, um espaço onde diversos temas serão debatidos e onde será eleita a nova diretoria para os próximos dois anos.

São dez anos de re-fundação da UEE e este Congresso deve ser encarado como uma grande oportunidade para refletirmos sobre a situação do nosso estado e do mundo, os desafios do movimento estudantil e a construção de uma Universidade Democrática e Popular. E principalmente sobre o papel de nossa entidade estadual na construção de uma agenda política de lutas que se identifique com a realidade dos estudantes.

A UEE/MG, assim como outras entidades do Movimento Estudantil se fez presente em diversas lutas do povo brasileiro, como a Campanha o Petróleo é nosso, passando pelas lutas contra as ditaduras militares e a resistência das universidades públicas à privatização proposta pelo Governo FHC.

É preciso seguir lutando! Vivemos um momento de uma crise profunda e de longa duração do capitalismo. Uma crise que precisamos compreender e enfrentar, no momento em que as classes dominantes querem socializar os prejuízos com o povo é preciso garantir mobilização massiva dos trabalhadores e da juventude. Numa conjuntura de implementação de reformas educacionais e de mobilização para Conferência Nacional de Educação, precisamos de uma UEE que cumpra um papel ativo na organização dos estudantes.

No Governo de Minas o Governador Aécio Neves segue a política neoliberal de subserviência ao mercado e capital especulativo, implantada durante oito anos em âmbito nacional por FHC e em vários outros estados e municípios em que o PSDB governa. Além do sucateamento e desmonte da esfera pública, que resulta em privatizações. A política do Governador é sustentada pelo bom marketing e articulação que seu grupo tem nos maiores meios de comunicação de Minas. Há uma supervalorização das poucas medidas implantadas nas áreas sociais – das quais, grande parte são políticas nacionais.

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Dessa forma precisamos entender e lutar pela autonomia dos movimentos em relação aos governos. Para que possamos sair ás ruas para lutar pelos nossos direitos. Por esse motivo a UEE deve criar uma agenda de mudança para o estado, pautando ao governo e à sociedade as transformações estruturais necessárias para melhoria do nível de vida dos mineiros. E deve, também, impulsionar e aglutinar os estudantes do Ensino Superior de Minas Gerais, juntamente com os demais movimentos sociais da educação. Ainda mais quando a atual conjuntura impõe aos Movimentos Sociais, e neste caso ao ME, uma demanda por lutas. Deve construir no estado mobilizações e agendas comuns que vinculem bandeiras imediatas de cada movimento com nossa luta mais geral de transformação da sociedade.

Para além de dizer qual é o projeto de Reforma Universitária da UNE, é preciso criar espaços para que esse projeto seja discutido com o conjunto dos estudantes, para que todos possam contribuir com sua formulação e dessa forma construir coletivamente nossa plataforma de luta e nos apropriarmos dela.

A poucos dias de sua realização, o 41º CONUEE, que deveria ter acontecido na primeira semana de junho, foi adiado. Devido, principalmente, ao baixo número de universidades mobilizadas. Fato que só revela o afastamento das entidades gerais do conjunto do Movimento Estudantil, a dificuldade de mobilização de uma entidade estadual que está distante da realidade das universidades mineiras, incapaz de dar centralidade a uma pauta política autônoma e de ampla mobilização.

Nesse contexto será realizado o 41º CONUEE, precisamos fazer dele um amplo espaço de discussão, formulação e proposição política. Debatendo questões ligadas à educação, assistência estudantil, combate as opressões, produção cientifica, entre outros. A UEE precisa estar presente nas lutas travadas dentro das universidades, mas precisa também realizar campanhas e seminários, não só para formação política, mas para unificar as pautas dos diversos movimentos somando forças na luta pela transformação da sociedade e cumprindo seu papel junto do povo mineiro.

Para além de nossas reivindicações, precisamos de uma UEE mais ousada e combativa! Uma entidade séria que se comprometa não apenas com suas bandeiras, mas que atue em conjunto com todos os segmentos comprometidos na luta contra a ordem estabelecida, na busca de uma sociedade justa e livre de todas as formas de opressão. Por isso é preciso garantir uma ampla participação dos estudantes nesse 41º Congresso, temos que propor, formular, construir, criar uma identidade própria. Pela conquista de uma nova universidade, necessitamos de uma UEE/MG efetivamente na luta com os estudantes.

Larissa Campos

Estudante de Engenharia de Produção da UFV

1ª Diretora de Movimentos Sociais da UNE

Manifesto da Reconquistar a UNE


19
Mai
2009

Entre os dias 15 e 19 de julho, a União Nacional dos Estudantes realizará seu 51º Congresso na cidade de Brasília.  Este Congresso deve ser encarado como uma grande oportunidade para refletirmos sobre a situação do nosso país e do mundo, os desafios do movimento estudantil e a construção de uma Universidade Democrática e Popular.


A “Reconquistar a UNE” é uma tese que se organiza nacionalmente no movimento estudantil e há algum tempo vem construindo a UNE nas universidades e nas ruas, em cada ocupação, mobilização e debate Brasil afora. Disputamos suas posições porque acreditamos que nossa entidade nacional pode cumprir um papel ainda mais ativo na organização dos estudantes. Somos oposição a atual maioria que dirige a UNE porque acreditamos que sua política não vem atendendo aos novos desafios colocados para o movimento estudantil.


Queremos um movimento estudantil diferente. Só ampliaremos as lutas no ME se ele for radicalmente democrático e combativo. A UNE pode dar grande contribuição para as lutas da juventude e dos trabalhadores. Por isso, lutamos por uma UNE mais ousada e menos conciliatória, mais combativa e menos institucionalizada. Uma postura que esteja à altura das possibilidades abertas no Brasil e na América Latina e que dê conseqüência às recentes lutas travadas nas universidades brasileiras.


Reconquistar a UNE para a luta e para as/os estudantes!

Por uma Universidade Democrática e Popular!

2010 e os próximos anos


O próximo congresso e gestão da UNE se situarão num ambiente de uma crise profunda e de longa duração do capitalismo. Compreender a crise e enfrentar as classes dominantes, que querem socializar os prejuízos com o povo dependerá da mobilização massiva dos trabalhadores e da juventude.


Neste terreno de crise, a América Latina assume especial importância. A presença de governos de esquerda e progressistas na região amplia a contestação ao imperialismo dos Estados Unidos, melhora as condições de vida das camadas populares e reforça as possibilidades de uma integração latino americana articulada por reformas estruturais e à serviço dos interesses dos trabalhadores.


Pela importância política que tem na América Latina, o Brasil pode cumprir papel fundamental nesse avanço das forças populares. Isso reforça ainda mais a importância política de uma nova vitória do campo democrático e popular nas eleições brasileiras de 2010.

Para dar conta das grandes tarefas que se apresentam, os movimentos sociais têm que estar cada vez mais organizados e mobilizados. Para tanto, temos que colaborar na construção da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), organizando-a nos estados e articulando mobilizações e agendas comuns que vinculem as bandeiras imediatas de cada movimento com a luta mais geral por reformas democráticas e populares.


- Em defesa da integração social, política e cultural da América Latina; criação de Comitês de campanhas internacionalistas nas universidades;

- Mudança da política econômica conduzida pelo Banco Central: Fora Meireles e diminuição da influência do capital monopolista e estrangeiro sobre a economia nacional;

- Por uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política;

- Participação ativa na Conferência Nacional de Comunicação: Fora Hélio Costa e pela democratização dos meios de comunicação;

- Em defesa da Reforma Agrária e Urbana;

- Pela redução da Jornada de Trabalho e discussão sobre a previdência juvenil;

- Por um Plano Nacional de Moradia Juvenil e uma política de mobilidade urbana que garanta o Direito à Cidade, à Cultura e à Educação aos jovens;

- Contra a redução da maioridade penal.

Por uma Universidade Democrática e Popular


O foco central de atuação do movimento estudantil é o debate de educação. Em nossa sociedade, os sistemas de ensino foram concebidos para reproduzir a ordem social dominante, seus valores, “visão de mundo” e ideologia. Contudo, a formação da escola e da universidade é um processo contraditório que permite a abertura de brechas em favor da disputa de uma alternativa educacional significativamente diferente.


O movimento estudantil defende a educação como um direito de todos a ser garantido pelo Estado e que a universidade deve ser convertida em um instrumento de transformação social e aumento do poder das classes populares.

A Conferência Nacional de Educação e o movimento estudantil


A elaboração do projeto de reforma universitária da UNE durante a atual gestão da entidade foi um gesto político importante do movimento estudantil. Entretanto, mesmo sendo resultado de uma postura menos pautada pela agenda do governo federal para a educação, o projeto ainda deve ser melhor debatido e atualizado pelos fóruns do movimento.


Nesse processo de debates, a realização da Conferência Nacional de Educação é uma oportunidade para o movimento estudantil ampliar a disputa de seu programa na sociedade. Precedida por etapas municipais e estaduais até a etapa nacional (abril de 2010), a conferência tem como objetivos, entre outros, a elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE) para os próximos dez anos e a constituição de um Sistema Nacional de Educação para o país.


Dirigindo governos estaduais conservadores ou organizados em movimentos como “Todos pela Educação” e outros institutos e fundações empresariais, os setores conservadores também constroem a sua agenda para a educação brasileira, num conjunto de medidas que aprofundam a mercantilização da educação. Na educação superior essa agenda se traduz na pressão por cortes dos investimentos públicos, bem como nas propostas de socorro aos tubarões de ensino, nas demissões, atrasos salariais e aumento de mensalidades nas escolas privadas.


As medidas do governo contra a crise e as decisões da Conferência devem ser orientadas em benefício das maiorias, algo que na educação do país passa necessariamente pelo enfrentamento a hegemonia do setor privado e ampliação da educação pública. Mais do que uma “educação para o desenvolvimento”, a UNE deve pautar um programa de reforma da universidade comprometido com a produção de ciência e tecnologia voltada para as necessidades da maioria da população; uma universidade em que o ensino não seja instrumento de reprodução das desigualdades sociais, da passividade política e da dominação econômica, mas ferramenta a serviço dos que trabalham pela construção de uma nova sociedade.


- Não à inclusão da educação como serviço nos acordos da Organização Mundial do Comércio;

- Pela restrição à financeirização e entrada de capital estrangeiro na educação;

- Garantia de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das universidades; Pela indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão;

- Pelo fim das fundações privadas de “apoio”;

- Fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) que retira verbas da educação e saúde para pagar os juros da dívida pública;

- Ampliação para 10% do PIB para a educação e retirada dos vetos de FHC ao Plano Nacional de Educação de 2001;

- Regulamentação do ensino privado e pela redução das mensalidades – aprovação do Projeto de Lei de Mensalidades da UNE;

- Pelo fim dos cursos pagos e seqüenciais na universidade pública;

- Publicidade dos livros-caixa e das planilhas de custos das IES;

- Pelo direito de matrícula dos inadimplentes;

- Não ao ensino à distância como meio de mercantilização do ensino e único meio de formação;

- Congressos Estatuintes Paritários e garantia da paridade em todos os níveis de representação das instituições (colegiados, conselhos, direções);

- Eleições Diretas e Paritárias para todos os dirigentes nas Universidades e FIM da Lista Tríplice para a escolha dos mesmos;


- Ampla liberdade de organização estudantil e sindical – garantia de espaço físico para as entidades estudantis;


- Criação de conselhos sociais que reúnam sindicatos, movimentos, outros setores sociais e os segmentos internos das Instituições de Ensino;

- Pela aprovação do Projeto de Lei de Reserva de Vagas nas universidades federais;

- “Ocupar o REUNI”, disputando programas de expansão que garantam assistência estudantil e garantia da qualidade de ensino: laboratórios, bibliotecas, salas de aulas, professores qualificados; Contra as modalidades de formação intermediária;


- Pela autonomia e fortalecimento do caráter público e gratuito das Universidades Estaduais;

- Pelo Fim do vestibular e adoção de modelos não-excludentes de acesso ao ensino superior;

- R$ 400 milhões para Assistência Estudantil com rubrica própria da União, que garanta o investimento em moradias estudantis; criação, recuperação e ampliação dos restaurantes universitários; criação de creches nas universidades, transporte público gratuito (passe livre), bolsas permanência, atendimento à saúde, etc;


- Financiamento da assistência estudantil nas Universidades pagas através de taxação dos lucros do ensino privado e/ou através de outros meios que não da União. Verba pública somente para educação pública;

- “Revolução Pedagógica” nas universidades: adoção de métodos pedagógicos e de avaliação críticos e participativos; reforma curricular; substituição da estrutura dos departamentos por uma organização acadêmica permeável à participação democrática da comunidade e à interdisciplinaridade;

- Ampliação das bolsas e recursos para Extensão; apoio às experiências de Extensão Popular nas Universidades;

- Ampliação das bolsas PET e de iniciação científica nas universidades.

Movimento Estudantil


O Movimento Estudantil (ME) é um movimento social que, a partir da escola ou universidade, organiza a ação coletiva dos estudantes, uma parcela da sociedade que não é uma classe social. É a partir desta vivência que surge a sua organização e intervenção na sociedade.


O ME também possui peculiaridades. Questões como a transitoriedade de seus participantes (no geral, o período de militância coincide com o curto período da graduação) impõem dificuldades de refllexão sobre sua própria práxis, seu “fazer movimento” e a transmissão de sua cultura politica e de organização.


Ademais, além dos impactos do conservadorismo ideológico e do descenso do movimento de massas, acreditamos que a UNE e o ME vivem um momento de profunda dispersão, tencionada por uma crise presente de legitimidade e representatividade perante sua base social.

Vamos Ocupar a UNE


A UNE e o conjunto do movimento estudantil não tem conseguido acompanhar as profundas mudanças ocorridas no perfil da juventude, dos estudantes e da educação superior. O ME, embora seja ainda o movimento juvenil mais organizado do país, está longe de ser a única expressão organizada da diversidade da juventude brasileira.


Compreender essas mudanças é fundamental para darmos lastro a uma pauta e agenda política que se identifiquem com a realidade dos estudantes. Se a sociedade mudou, a universidade mudou e os estudantes mudaram, porque o movimento estudantil deveria se organizar da mesma maneira? Recolocar o ME e a UNE a frente de grandes lutas no país exigirá um diagnóstico sério sobre essas e outras questões.


Todas as forças que dirigem a UNE são responsáveis pela sua incapacidade em enfrentar estes problemas, mas a responsabilidade da direção majoritária da UNE é proporcional ao peso que ela possui na direção da entidade.


Não estamos entre aqueles que consideram que a direção majoritária da UNE é o “mal” do movimento estudantil. Contudo, ao ser fiadora de uma cultura política e de organização que imprime à ação das entidades uma orientação defensiva, institucionalizada e distante de sua base social, essa maioria não ajuda a retomarmos o protagonismo da UNE e do movimento estudantil.


Reivindicamos de nossa entidade nacional uma ação mais combativa, orientando a ação do ME nas universidades, com maior presença, capilaridade e força social. Para transformar essa realidade é preciso combinar ações que estejam articuladas em torno da democratização e reorganização da estrutura da entidade, de outros métodos de direção e uma outra política e concepção de movimento estudantil.

Na UNE, contra o divisionismo


Frente a esta situação, setores minoritários do movimento estudantil passaram a defender o rompimento com a UNE e a construção de uma nova entidade. Segundo estes, a UNE ”não falaria em nome dos estudantes” e estaria atrelada ao governo federal.


A divisão dos movimentos sociais, além de não solucionar nenhum dos problemas postos hoje para a nossa luta – como o descenso das mobilizações, a hegemonia das idéias moderadas na base social dos movimentos e o “governismo” de certos setores dirigentes – criam alguns problemas adicionais, tais como o enfraquecimento do poder de enfrentamento dos movimentos sociais, o acirramento das disputas internas em prejuízo das lutas contra nossos verdadeiros inimigos e o descrédito que é semeado com relação às entidades representativas.


Essa postura fortalece ainda mais a atual maioria da UNE, pois diminuiu a crítica às opções por eles adotadas e entrega todo potencial e referência política da entidade para aqueles que a usam para seus interesses particulares.

O movimento estudantil tem que ser um movimento de massas, em que todos os estudantes podem fazer parte, propor e construir.

Por isso é que devemos reivindicar e disputar a UNE na base, em cada passeata, ocupação de reitoria e luta política na sociedade. Fazer isso é mostrar que o lugar dela é na rua, mobilizada e presente nas lutas estudantis. Ter essa postura não é se tornar refém da política moderada da maioria da UNE. Ter esta posição é optar pela disputa de opinião de um conjunto maior de estudantes e entidades que têm referência na União Nacional dos Estudantes.

- Criação Grupos de Trabalho Temáticos com entidades do ME;

- Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) a cada dois anos;

- Democratizar a Política de Comunicação da UNE: Conselho Editorial da UNE; jornal trimestral de circulação nacional; democratização do sítio da UNE com colunas para debates;

- Construção da Escola Nacional de Formação Política Honestino Guimarães.

- Criação do Conselho Fiscal da UNE.


Mulheres em Movimento para Reconquistar a UNE


18
Mai
2009

Nós mulheres estudantes representamos 57% das matrículas nas universidades e estudamos em média 20% a mais que os homens. Apesar disso a Universidade continua sendo um espaço de reprodução do machismo, dificultando a permanência devido à falta de políticas específicas, reforçando as desigualdades e a segregação por ramo de conhecimento e profissões.

Da necessidade de superação dessa realidade, nasceu o EME - Encontro de Mulheres Estudantes da UNE-, que este ano completa sua terceira edição. Um espaço privilegiado de discussão política, formação e auto-organização das lutas das mulheres estudantes.

A partir deste instrumento, nós mulheres estudantes temos a possibilidade de construir uma plataforma política de forma unificada e nos organizarmos em torno dela, tanto nas universidades quanto na UNE. Mas apenas isso não basta. É preciso avançar para superarmos as opressões e colocarmos o feminismo como a pauta do dia.

Democratização dos espaços decisórios

Precisamos garantir mais inserção e participação das mulheres, principalmente nos espaços de decisão, para tanto é necessário avançarmos na democratização dos espaços decisórios, rechaçando as práticas viciadas, conservadoras e atrasadas que enfraquecem o movimento estudantil. Não podemos aceitar o caminho “natural” para que as estudantes e sua prática política sejam incorporadas pela UNE, é necessário que a plataforma do EME se materialize no dia-a-dia da Universidade e no âmbito do próprio ME.

Um espaço de organização das lutas das mulheres estudantes

É necessário que o EME seja mais que um espaço de debate e formação, é fundamental que se transforme também em espaço de organização das pautas e lutas das mulheres estudantes. Precisamos compor uma pauta que incorpore:

* A legalização do aborto

A UNE, junto ao movimento feminista, realizar uma forte campanha pela legalização do aborto dentro das universidades e no âmbito do ME, cujo eixo seja a auto-determinação das mulheres, seu o direito ao corpo e a garantia ao acesso aos direitos sexuais e direitos reprodutivos;

*A defesa da criação de núcleos de pesquisa e extensão sobre gênero em todas as universidades

Incentivar e valorizar a produção acadêmica na área de gênero nas diferentes áreas de pesquisa

*A luta pela criação de creches e pela desburocratização das licenças maternidades

A maternidade não pode ser vista como um impedimento para a permanência na Universidade. Queremos o direito de sermos mãe e termos condições de concluir nossos cursos.

* A luta contra a violência sexista na universidade e no ME

A defesa de um maior apoio e segurança a mulheres estudantes, propor a criação de canal para que os assédios praticados por professores, funcionários e colegas sejam denunciados.

* Realizar uma campanha de combate a lesbofobia

A livre orientação sexual deve ser um principio de nossa atuação nas universidades e no ME.

* Retomada do debate feminista na universidade e no ME

É fundamental retomar a concepção acerca da natureza da opressão das mulheres, demarcando com a visão liberal sobre os direitos, centrado nos direitos individuais, que não reivindica a necessidade de uma mudança estrutural da sociedade.

* Fortalecer a pauta feminista na organização e construção do ME

E o fortalecimento das nossas pautas passa pela ampliação da organização e construção do EME, envolvendo todas as executivas de curso e coletivo de mulheres, além da criação de um Grupo de Trabalho permanente na diretoria de mulheres da UNE para que seja possível de forma mais ampla e articulada construir as ações da diretoria. Isto tudo como um importante passo para a incorporação da pauta das mulheres pelo conjunto do ME.

Os desafios são muitos. Mas a força e a luta das mulheres é mais forte. Por isso, Mulheres Em Movimento Para Reconquistar A UNE Para A Luta E Para As Estudantes!

Pré Tese ao CONEB - RECONQUISTAR A UNE


23
Nov
2008

Após 30 anos de seu Congresso de Reconstrução, em 1979, a União Nacional dos Estudantes terá um novo encontro na cidade de Salvador. Estudantes de todo o Brasil estarão presentes, entre os dias 17 e 20 de janeiro de 2009, no 12º CONEB – Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE, que reunirá centros acadêmicos de universidades públicas e privadas do país.

O CONEB é, certamente, um dos fóruns mais importantes do movimento estudantil brasileiro. É o espaço privilegiado para a UNE se fazer presente na base do movimento, em sala de aula, impulsionando suas campanhas e lutas nas universidades. Um momento indispensável para fortalecer a rede do movimento estudantil, incorporando as pautas e a realidade das entidades de base às lutas mais gerais da UNE.

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CONEB na área! Janeiro, em Salvador.


23
Nov
2008

Os participantes do fórum debaterão, entre outros temas, o projeto de Reforma Universitária da UNE

 

A cidade de Salvador será o ponto de encontro de jovens de todo o Brasil que definirão os rumos do movimento estudantil para 2009. Isso porque acontece entre os dias 17 a 20 de janeiro o 12º Conselho Nacional de Entidades de Base, o Coneb, um dos principais fóruns de deliberação da entidade que reúne representantes de Centros e Diretórios Acadêmicos para debater, principalmente questões ligadas à educação e articulação e mobilização estudantil.

 

Esta edição do Coneb terá uma novidade: durantes os três dias de debates, plenárias e deliberações, os participantes terão também a oportunidade de discutir ponto a ponto o Anteprojeto de Reforma Univesitária da UNE.

 

Para participar como delegado, estudantes com direito a voto na plenária final, é preciso ser indicado como representante de sua entidade, preencher a ata de eleição e enviar os documentos solicitados no regulamento do Coneb.

 

O credenciamento será realizado dia 13 de dezembro em postos da UNE alocados em cada estado. Lembrando que delegados e suplentes pagam uma taxa de R$ 40,00. Para quem vai até Salvador como observador o valor da inscrição é de R$ 60,00. Em ambos os casos, o pagamento da inscrição assegura direito ao alojamento e a alimentação.

 

O Coneb reúne intelectuais e personalidades políticas debaterão junto com os estudantes temas como: reforma política; a integração da América Latina; políticas públicas para a juventude; preservação da Amazônia; papel dos movimentos sociais; democratização dos meios de Comunicação; reforma universitária e os rumos do trabalho cultural da UNE.

 

Baixe aqui a Cartilha de CA’s e o cartaz do 12º Coneb.

Da Redação (www.une.org.br)

 

 

Protesto em Santa Maria (RS) contra aumento da passagem


23
Nov
2008

Há dias os estudantes de Santa Maria (RS) tem impulsionado mobilizações contra a proposta de aumento das passagens de ônibus de R$1,80 pra R$2,00.

 

Na última quinta-feira, o aumento foi aprovado em votação do Conselho Municipal de Transportes (onde o conselheiro do DCE da UFSM pediu vistas do aumento) por 1 voto, mas como o aumento ainda tem de ser sancionado pelo prefeito, os movimentos sociais se mobilizaram e garantiram o veto do prefeito em fim de mandato Valdeci (PT).

 

Segundo o DCE da UFSM, as mobilizações contra o aumento da passagem e por mudanças estruturais no sistema de transporte coletivo de Santa Maria não vão parar.

 

Em articulação com a Coordenação dos Movimentos Sociais, o movimento estudantil seguirá combatendo os empresários do transporte e pressionando o próximo prefeito (Cézar Schirmer - PMDB) a não tomar nenhuma medida que prejudique toda a população em benefício de uma minoria.

 

Abaixo, algumas imagens das manifestações da última semana:

 

http://www.youtube.com/watch?v=hBT9gkjPcEg

Chapa Declare Guerra vence as eleições do Diretório Central dos Estudantes da UFBA


19
Nov
2008

 

 

O Diretório Central dos Estudantes (DCE UFBA), encerrou seu processo eleitoral. Com mais de 6000 votantes, segue o resultado das eleições realizadas entre os dias 5 e 6 de novembro:

 

Chapa 1 – UJS, Flores de Maio, Unidade na Luta, Kizomba, PSB e indep. – 2172 votos

Chapa 2 – Juventude Revolução e indep. – 910 votos

Chapa 3 – AE/Reconquistar, e Esquerda Dem. Popular (PT) e indep. – 2515 votos

Chapa 4 – PSTU e indep. - 443

Brancos – 41 votos

Nulos – 192 votos 

 

Saudações às/aos companheiras/os da chapa vitoriosa “Declare Guerra a quem finge te amar”, que reivindicaram nestas eleições um movimento estudantil de luta, democrático e de massas e os avanços importantes de uma gestão que reconstruiu a existência do DCE da UFBA na universidade e na sociedade baiana.

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Avanços na luta do DCE pela Assistência Estudantil da UFSM


19
Nov
2008

Algumas das primeiras conquistas da Jornada de Lutas por Assistência Estudantil construída pelos estudantes da UFSM começam a aparecer. Fruto de uma manifestação violentamente recebida na reitoria da instituição dia 29/10, que resultou em ferimentos a três estudantes e na ocupação da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis para pressionar o diálogo com o reitor, é que conseguimos agendar uma Audiência Pública com a reitoria para que o conjunto dos estudantes pudesse apresentar suas pautas definidas em Assembléia Geral.

 

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Grupo “Primavera Nos Dentes” se propôe a combater a homofobia na Universidade Federal de Viçosa


19
Nov
2008

A Universidade Federal de Viçosa, conhecida por sua contribuição na formação de técnicos para as ciências agrárias no país, sempre se caracterizou por uma postura mais conservadora. Com o debate da diversidade sexual não poderia ser diferente. Contudo, essa discussão, sempre negligenciada em sala de aula, alojamento universitário, espaços administrativos e de integração do estudante, agora encontra um aliado: o grupo universitário Primavera Nos Dentes.

 

Surgido a partir de um evento realizado pelo Diretório Central dos Estudantes, o grupo realizou reuniões formativas durante todo o primeiro semestre. Desde agosto, já com o nome Primavera Nos Dentes, escolhido por causa de uma canção do grupo Secos & Molhados, o grupo vem inserindo o debate contra a homofobia em vários espaços: através realização de oficinas no Cursinho Popular do DCE da UFV e para a comunidade universitária em geral; de participação na I Semana Universitária da Diversidade Sexual da UFMG; e organização de um bloco contra a homofobia na tradicional Marcha Nico Lopes, evento do movimento estudantil local.

 

Maiores informações: Jairo Barduni Filho - (31) 9306-7077

                                  Raul Fernando Gondim - (31) 9664-4483

                                  Tiago Pellim - (31) 8626-2111

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19
Nov
2008

           

Adesivo Vermelho Reconquistar a UNE - JPEGAdesivo - Reconquistar a UNE - Mulheres - JPEG


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